Felicidade pura
O sol batia direto na laje da oficina desde as sete da manhã. Alzira Nascimento, 58 anos, jardineira aposentada da prefeitura, sentia isso na pele antes mesmo de
O vale nunca mudava de ideia por ninguém. Mantinha suas estradas de pedra, suas manhãs frias de julho e aquela crença antiga de que uma filha pertencia primeiro
A música do casamento ainda zumbia nos meus ouvidos, mesmo depois da meia-noite. O salão de festas em Curitiba tinha ficado para trás, com suas luzes, taças tilintando
Felicidade Pura O ímã ficou na minha mão o tempo de um respiro fundo antes que eu conseguisse sorrir de verdade. Uma casinha branca pintada à mão, telhado
Trabalho havia dezoito anos como técnica de enfermagem na Santa Casa de Sorocaba, no setor de longa permanência, e já vi coisa que a gente não esquece nem
Trabalho há vinte e três anos numa recepção de hotel em Curitiba. Já vi de tudo nesse balcão: noivo chorando às três da manhã, executivo que esqueceu a
Regina tinha cinquenta e oito anos e uma mala de rodinha quebrada quando desceu do ônibus em Curitiba, no Terminal do Guadalupe, numa manhã de julho tão fria
Osmar Bezerra tinha setenta e um anos e as mãos cheias de cicatrizes de anzol — cinquenta e três anos pescando na Baía de Guaratuba, no litoral do
Renato Kowalski tinha uma regra que carregava havia doze anos de estrada: cabine de caminhão é território sagrado, e nele não entra ninguém. Nem carona de posto, nem
Sou Dalva, tenho sessenta e três anos, e passei a maior parte da vida sendo a pessoa que resolve tudo para os outros. Enviuvei há seis anos, e
