O ramo que chegou a tempo
  No autocarro para a estação de Santa Apolónia havia apenas um lugar livre, junto à janela, ao lado de um homem idoso com um sobretudo gasto. O
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O quarto que já tinham ocupado
  — Mãe, não te aflijas. Já arrumámos as tuas coisas. Dona Helena parou no corredor do seu apartamento em Almada. Tinha acabado de regressar do hospital depois
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Ele voltou para o calor, não para ela
  Lá fora, a neve fina batia nos vidros da pequena casa perto da Serra da Estrela. Lá dentro, havia calor. O fogão a lenha estalava, a chaleira
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A mulher que ficou ao portão
  O casamento de Miguel e Inês encheu de vozes a casa dos Ferreira, numa aldeia perto de Coimbra. Era maio, havia cheiro a flores, carne assada, pão
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O rapaz que ficou
  O velho António vivia sozinho na última casa da aldeia, perto da Serra da Estrela, onde o caminho de terra acabava junto aos pinheiros. A casa era
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A filha que ficou por encontrar
  Quando a mãe começou a morrer, Manuel passou a dormir numa cadeira ao lado da cama dela. A casa antiga, numa aldeia perto de Viseu, ficara cheia
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O recibo da clínica
  Sofia encontrou o recibo amarrotado em cima da sapateira. A sogra, Dona Amélia, devia tê-lo deixado cair ao procurar a carteira. Sofia ia deitá-lo fora, mas leu
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A casa que não foi presente de casamento
  — Se és mesmo família, ofereces-nos a tua casa de campo como presente de casamento. Caso contrário, não és convidada. Graça pousou a tesoura de podar e
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A família estranha na minha varanda
  A sexta-feira cheirava a asfalto quente, gasolina e cansaço. Depois de horas no trânsito à saída de Lisboa, eu só queria chegar à antiga casa do meu
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O brinde ao colchão novo
Dizem que, aos cinquenta e quatro anos, se temos um marido de muitos anos e uma melhor amiga, temos sorte. Eu também achava. Até encontrar a fatura no
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