Felicidade pura
Dona Aparecida guardava a fotografia dentro da Bíblia, na página de Provérbios 31, e ninguém em casa sabia o motivo — nem mesmo Vera, sua filha mais velha,
Marina Torres tinha trinta e dois anos, um apartamento alugado na Vila Madalena e uma planilha no celular onde anotava, havia oito meses, todo centavo economizado para abrir
Eu me chamo Rogério, tenho quarenta e três anos e moro em Sorocaba desde que nasci. Minha mãe se chama Ivone, tem setenta e um anos, e durante
Marta ajeitou a última embalagem de arroz na prateleira e olhou o relógio pendurado sobre o caixa: sete e vinte da noite, e o Mercadinho Bom Preço, em
Eu tinha quarenta e sete dias de casado com a Luana quando descobri que minha sogra tinha um álbum inteiro guardado no armário do corredor, atrás das toalhas
Dulce nunca gostou do próprio nome. Achava antiquado, coisa de avó, e por isso, desde os dezenove anos, assinava tudo como "Duda" — nos crachás, nos cartões de
Dona Aparecida contou as passagens de ônibus antes de guardar a bolsa: quatro reais e trinta e cinco centavos, ida e volta até o bairro de Vila Prudente,
# O Testamento das Abelhas Dona Neuza Aparecida tinha sessenta e oito anos e cinquenta e três colmeias na chácara que herdara do marido. Cada manhã, antes do
Fiz oitenta e dois anos numa terça-feira de abril. A minha filha trouxe-me um bolo pequeno de amêndoa, o meu genro acendeu uma vela que teimava em
A minha filha convenceu-me a reformar-me para cuidar do meu neto. Prometeu ajudar-me todos os meses. Durante três meses cumpriu. Depois encolheu os ombros e disse: —
