Felicidade pura
Eu tinha sessenta e nove anos. A casa não era grande — dois quartos, uma cozinha onde eu fazia pão de queijo todo domingo desde que o Waldir
Meu nome é Diogo, tenho quarenta e um anos e sou taxista em Salvador. Vou contar o que aconteceu naquele dia — porque todo mundo já ouviu essa
O interfone tocou três vezes seguidas, como se alguém tivesse apoiado o dedo e não tirasse mais. Eram sete e quarenta de uma terça-feira. Clarete largou a caneca
Durante vinte e três anos fiz a contabilidade da oficina do meu marido de graça, porque "entre marido e mulher não se cobra". Quando ele me trocou por
O desfile de aniversário da cidade sempre me pareceu programa de gente teimosa. Sol na cabeça, cotovelo de estranho nas costelas, aquela espera infinita até o carro de
Trabalho há doze anos como porteira de um prédio na Zona Norte de São Paulo. Já vi de tudo nessa guarita: briga de herança, marido pulando a janela
Meu pai, Aparecido, guardava um retrato no bolso interno da carteira desde antes de conhecer minha mãe. Uma moça de cabelo escuro, vestido claro, rindo de lado para
Eu limpo casas há dezenove anos e conheço o som de cada porta antes de olhar pra ela. A porta 302 do prédio da Vila Ferreira range no
Onze anos. Foi esse o tempo que eu passei esperando a dona Lourdes me tratar como gente. Onze anos levando bolo de fubá na casa dela todo domingo,
O sítio do meu tio Osvaldo, em Nova Friburgo, ficava tomado por toalhas de mesa xadrez, salada de maionese que ninguém sabia dizer quem tinha feito e aquele
