Felicidade pura
Setembro de 2003, na Rua Alfredo Pachá, num sobrado de dois andares alugado, com aquele cheiro de mofo que a umidade da serra deixa em toda casa velha.
Essa mulher apareceu na nossa casa quando eu tinha dez anos. Meu pai a trouxe de uma viagem a trabalho em Curitiba, deixou-a parada na sala como um
Ela Wróblewska não chorou no enterro do pai. Ficou parada perto do caixão com um casaco grande demais, emprestado da vizinha, porque o dela tinha ficado em Campinas,
Minha sogra, Dona Nair, nunca gostou de mim. Foram onze anos ouvindo que eu não prestava, que a filha dela tinha casado mal, que o Gustavo merecia coisa
Helena tinha quarenta e três anos quando conheceu Rafael, que tinha trinta e um, e a diferença de idade pesava nela como uma pedra no bolso do casaco
O celular ficou ligado por engano — e foi assim que descobri a farsa da minha melhor cliente Trabalho havia onze anos na farmácia da esquina da Rua
A mão quente e úmida de febre da dona Neusa já estava a centímetros do rosto de Miguel, com onze dias de vida, quando a Camila recuou dois
A primeira coisa que notei foi o som. Não o barulho da Kombi parando na frente da casa — isso eu já esperava. Foi o som que a
Meu nome é Rafael, tenho trinta e seis anos, sou mecânico de motos em Suzano, na Grande São Paulo, e vou contar essa história do jeito que ela
Regina tinha sessenta e um anos e uma clientela fiel havia dezoito, ali no ateliê de costura que funcionava nos fundos da própria casa, na Rua Aurora, em
