Felicidade pura
Dona Zélia nunca precisou fazer escândalo. Bastava o jeito que ela pousava a xícara no pires — aquele toque seco, quase uma batida — para o ar da
Pedro fechou o notebook com mais força do que devia. Na tela, antes de apagar, ainda brilhavam os números da planilha — oito mil e quatrocentos reais nos
Mauro parou o carro naquela manhã de dezembro, o sol de Minas já castigando o asfalto às sete e meia. Eu estava podando a buganvília perto do portão
Dona Helena Monteiro riscava o bloco com a caneta enquanto o relógio na parede da sala de reuniões avançava para as cinco e quinze. Aurélio já estava de
Minha mãe me ligou naquela quinta-feira, pouco depois do meio-dia. Eu estava no plantão do hospital, conferindo uma prescrição, quando a voz trêmula dela veio do outro lado
Minha mãe apareceu naquela tarde sem avisar, como sempre fazia. Entrou com o molho de chaves balançando e um riso que eu conhecia bem — o riso de
Dona Célia examinou a borda do prato contra a luz do lustre e só então o colocou de volta no aparador, com um suspiro de quem carrega o
Morei sozinha por quase oito anos depois do primeiro divórcio, e era uma solidão que eu administrava bem, viu? Trabalhava numa padaria grande no centro de Campina Grande,
A casa de Jurandir cheirava a café passado e naftalina. Todos os dias, desde que a esposa partiu, ele acordava às cinco e meia sem despertador. O corpo
A chave ainda não tinha terminado de girar na fechadura quando Fernanda ouviu a voz do outro lado da porta. Não era a de Rodrigo, seu noivo. Era
